HENRIQUE NUNES

Futebol e política só se discute


18/09/2014 - 14h00 - Atualizado em 17/09/2014 - 22h03 | Henrique Nunes
henrique.nunes@rac.com.br

Não é apenas o tira-teima que está errado, caro Nelson. O que mais está errado, isso sim, somos todos nós, sejamos torcedores passionais, cartolas irracionais ou treinadores passivos e extremamente racionais. O mundo pede mudança, a vida pede passagem e a gente nem dá bola para o futuro político da bola jogada por aqui. "Eles sabem o que fazem", limitou-se a dizer Dunga, na coletiva de imprensa de quarta-feira, quando perguntado sobre o que espera que os candidatos a presidente apresentem de propostas para melhorar a modalidade (e não só ela) no Brasil.
 
Dunga é apenas o tira-gosto sem tempero de uma salada de aberrações servidas durante as coletivas de imprensa. Bravatas sem sentido e o sempre questionável corporativismo ainda estão longe de se transformar num debate sério e produtivo sobre o que todos, após o fiasco dentro de campo na Copa do Mundo, apontavam como fundamental para o futebol brasileiro. Enquanto isso, equipes tradicionais como o Santos (que tirou as refeições das categorias de base nos finais de semana) seguem nos mostrando o que não fazer durante uma gestão chamada de profissional.
 
Nem os supervalorizados super-heróis do super grupo chamado de Bom Senso FC têm mostrado a que veio às vésperas das eleições. É hora de assumir postura, apresentar propostas, cobrar resultados de quem quer que seja o futuro presidente. Não dá mais para levar tudo na maciota, como se a vida dependesse sempre de um recurso extraordinário do STJD — a "empresa" que mais tem prestado desserviço à engrenagem do futebol nacional.
 
A culpa, no entanto, também é nossa. Porque levamos tudo tão a sério que esquecemos de avaliar sem o espelho do fanatismo ou da chacota tudo o que margeia o nosso esporte favorito. Queremos apenas ligar a tevê e fazer o jogo pobre e sujo de quem comanda o esporte por aqui. Não cobramos nada e só ficamos irritadinhos quando o assunto é polêmico, quando a polêmica é o assunto. Mas o tempo passa, a história cai no esquecimento e a engrenagem segue em seu ritual pragmático de achar que "tudo não passa de um jogo" ou que "o jogo já está comprado". Eu não caio mais nesse jogo e gostaria, sinceramente, de levantar a bola do debate. Mas deixa isso para depois que, nesta quinta-feira, tem jogo do meu time e eu não quero pensar em coisa séria.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 52
2 Internacional 44
3 São Paulo 43
4 Atlético-MG 40
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