HENRIQUE NUNES

100 vezes Guerrero


25/09/2014 - 14h00 - Atualizado em 24/09/2014 - 21h42 | Henrique Nunes
henrique.nunes@rac.com.br

A melhor lição de auto-ajuda, amigo boleiro, nem sempre está nos livros do Içami Tiba. No mundo da bola, aliás, a tíbia ensina muito mais que palavras bonitas. E há os que sabem como poucos escapar das caneladas e os que nunca recorrem ao osso duro das pernas para fazer carreira. Mas há, sem dúvida, os heróis que contrariam o esquema tático e negligenciam a própria história para canelar com gosto todos os desafios e desafetos que encontram pela frente. Estes costumam ser chamados, entre outras coisas, de guerreiros. Alguns, já nascem com tal patente, como se lutar pela vida e pela vitória fosse o carma a ser levado adiante.
 
José Paolo Guerrero Gonzales é um deles. O menino forte, brigador e bom de (e da) cabeça passou uma década tentando ser descoberto por algum Midas do futebol. Dedicava-se como poucos, mas, ainda assim, tinha papel secundário no Alianza Lima, clube em que jogou de 1992 a 2002. Quando os gols começaram a sair, enfim deram bola para o menino - foram mais de 200 tentos entre os 15 e 16 anos - que saiu de Lima direto para um gigante do futebol. No Bayern de Munique, ao lado do compatriota Pizarro, teve de lutar contra tudo e contra todos, mas principalmente contra a falta de oportunidades. Foi para o time B da equipe bávara antes de recomeçar no também alemão Hamburgo.
 
Guerrero, no entanto, parecia não querer guerrear. Caiu de rendimento e só não caiu no esquecimento porque, em julho de 2012, apareceu como solução para a saída de Liedson do Corinthians logo após a conquista da primeira Libertadores da América do clube alvinegro. Logo na chegada, o peruano mostrou que estava de novo disposto a batalhar contra o esquecimento e, segundo ele mesmo, contra o estigma que assola seu país de origem. Os dois gols, inclusive o do título contra o Chelsea, no Mundial de Clubes daquele ano foi coroado — o camisa 9 viajou machucado para o Japão e era desfalque certo antes da competição. Guerrero voltou ao Brasil como herói dos corintianos e, em seguida, voltou ao Peru como ídolo do país.
 
Guerrero poderia ter se aposentado após o Mundial. Mas seguiu em campo, sofreu com contusões, foi agarrado pelo pescoço pelos torcedores e, mesmo assim, resolveu ficar. O peruano, que contrariou o esquema tático e negligenciou a própria história, acaba de chegar aos 100 jogos com a camisa alvinegra. Muito pouco para o que ainda pode contribuir para o clube, uma eternidade para quem nunca desistiu de lutar para chegar aonde chegou.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 53
2 Internacional 47
3 São Paulo 43
4 Atlético-MG 43
CLASSIFICAÇÃO COMPLETA
cadastre-se e continue lendo
Este é o seu 5º acesso ao site do Correio Popular
neste mês. Para dar continuidade a suas leituras,
cadastre-se gratuitamente agora. É fácil e rápido,
basta clicar em "quero me cadastrar". Ou se preferir,
faça a sua assinatura e garanta seu acesso sem
restrições.

cadastre-se e continue lendo
cadastre-se e continue lendo
cadastre-se e continue lendo
Saiba mais.
Cadastre-se e continue tendo acesso ao melhor
e mais completo contéudo da RMC.
* NOME:
* SOBRENOME:
* E-MAIL:
TELEFONE:
CIDADE:
* SENHA:
* REPETIR SENHA:

* Campos obrigatórios


É importante que os dados a seguir sejam verdadeiros, pois antes de continuar a leitura
você deverá confirmar o cadastro através de um link que enviaremos no endereço de e-mail
preenchido. Sem essa confirmação você não conseguirá seguir a leitura. Caso tenha conta
no facebook basta clicar "cadastre-se com o facebook"

Quero receber notícias e comunicações do Correio Popular