RUBENS MORELLI

O profissionalismo chegou, mas só lá


26/09/2014 - 15h00 - Atualizado em 25/09/2014 - 23h24 | Rubens Morelli
rubens.morelli@rac.com.br

O profissionalismo chegou e já deu resultados... Para eles, claro, porque para nós, brasileiros, essa ideia ainda está bem longe de acontecer. O “eles” que eu escrevo são os americanos, que, como sempre, entram de cabeça em tudo o que fazem, especialmente quando se trata de fazer dinheiro. É assim na Major League Soccer (MLS), o campeonato local de futebol nem tanto conhecido por aqui, mas que tem média de público bem maior que a do Brasileirão, mesmo com um torneio jovem — foi criado em 1996, após a Copa daquele país — e que disputa espaço com as gigantes ligas dos esportes mais tradicionais de lá, como o futebol americano, o basquete e o beisebol.
 
Como é possível? Com profissionalismo, simples assim. A MLS é uma liga independente, dirigida por empresários e que visa o lucro no balancete de fim de ano. As franquias são tratadas como investimentos por seus donos, que colocam o próprio patrimônio para bancar dívidas fiscais e impostos — sim, lá o governo não isenta os times de tributos, muito menos cria loterias para “ajudar” os clubes.
 
Mas tudo isso não seria possível sem o interesse das pessoas. E o que fazer para atrair a massa para um esporte historicamente considerado motivo de chacota e preconceito no país? De novo ele, o tal profissionalismo. Os mesmos empresários identificaram o público-alvo e trataram de multiplicar o dinheiro produzindo ações de interesse para o torcedor consumir o futebol — e deixar os dólares —, nos mesmos moldes do que vimos por aqui nos jogos da Copa do Mundo, com diversas fan zones e uma infinidade de produtos licenciados à venda. Todos podem aproveitar a experiência de sentir o futebol antes, durante e depois do jogo em arenas modernas e seguras e, assim, voltar com um amigo depois.
 
Além disso, a MLS briga por patrocínios e direitos de TV, fazendo uma divisão mais igualitária das receitas para tornar os times mais fortes economicamente, para ter poder de aquisição de jogadores renomados, o que atrai mais público e, consequentemente, mais investidores e dinheiro, num círculo vicioso de dar inveja no Brasil.
 
Enquanto isso, nós vivemos a lei de Gerson, a do jeitinho brasileiro, em uma estrutura amadora e sem fins lucrativos, com dirigentes que vivem do trabalho voluntário e que, estranhamente, enriquecem, na maioria dos casos, sem ter de prestar contas sobre dívidas deixadas para os sucessores. E os amantes do futebol, que poderiam gerar receita aos clubes, deixam de ir aos estádios pelo medo de não voltar para casa, enquanto os dirigentes fazem as vontades das organizadas. Até quando?






Pos Time PG
1 Cruzeiro 56
2 São Paulo 49
3 Internacional 47
4 Grêmio 46
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