ZEZA AMARAL

Nem tudo é perfeito


28/10/2014 - 14h00 - Atualizado em 27/10/2014 - 23h20 | Zeza Amaral
zeza@rac.com.br

O futebol imita a política?
Dois mineiros, Dilma Rousseff e Aécio Neves fizeram a final das eleições presidenciais. Dilma, torcedora do Atlético Mineiro, levantou a taça da Presidência da República; enquanto coube a Aécio, torcedor do Cruzeiro, apenas o cumprimento elegante e democrático à sua oponente.
 
Cruzeiro e Atlético Mineiro podem disputar, pela primeira vez na história do Brasileirão, uma final nacional, fato que nunca aconteceu em uma disputa presidencial. Minas Gerais, portanto, está no topo da política e do futebol do país. E isso tem a importância de uma borboleta que bate as asas na Cracóvia e faz crescer um tornado em algum lugar do planeta, acho eu.
 
Dilma Rousseff é a presidente de todos os brasileiros e por mais quatro anos seguirá assim. E o time que venha a ganhar o Brasileirão o será até o início do próximo campeonato. A diferença é que um time ganha uma taça por meritocracia e um político, pela capacidade de convencer o distinto eleitor de que ele fará melhor política do que seu adversário. Dilma foi melhor no convencimento que Aécio e ponto final. Quanto à diferença ser a menor desde a fundação da República, faz parte do jogo jogado. Ora, quantas vezes não se viu um gol marcado no último minuto de uma prorrogação, hein?
 
O Cruzeiro do Aécio poderá levantar a taça de bicampeão brasileiro desde que entre em campo com as chuteiras da competência e não com o salto alto da soberba tucana. Quanto ao Atlético Mineiro, ele que se cuide do traiçoeiro provincianismo que envolve o futebol: focado apenas no rival regional, pode ser atropelado pelo São Paulo que, ora veja, na política, é do estado paulista que deu mais votos ao cruzeirense Aécio Neves do que à atleticana Dilma Rousseff. Enfim, a soberba não é boa conselheira.
 
O raro leitor já percebeu que estou apenas fornecendo dados metafóricos para uma boa e salutar discussão em balcão de bar. Mas é bom que fiquemos atentos para um detalhe político: Andrés Sanchez, amigão de Lula e ex-presidente do Corinthians, o deputado federal mais votado em São Paulo, tem livre trânsito no andar da presidente Dilma Rousseff. Se ele entende de saneamento básico, de Educação e Transportes, sei lá. Mas do Itaquerão ele entende e não abre mão. Eita vida boa, hein?
 
E eu vou aqui lambendo feridas políticas e, é claro, feliz com a minha majestosa Ponte Preta. Infelizmente, nem tudo é perfeito.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 64
2 São Paulo 59
3 Internacional 56
4 Fluminense 54
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