RUBENS MORELLI

Cesta de 3 para o basquete do Brasil


31/10/2014 - 14h00 - Atualizado em 30/10/2014 - 23h24 | Rubens Morelli
rubens.morelli@rac.com.br

A bola laranja sobe, nesta sexta-feira, para o início da sétima temporada do NBB, mas a grande vitória do basquete brasileiro já está acontecendo nos bastidores. Esta edição deverá ser marcada pela diminuição da influência da Rede Globo na administração do principal campeonato da modalidade no País. A Liga Nacional de Basquete (LNB), que administra a competição sob a chancela da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), tem praticamente acertado com a NBA, a liga profissional norte-americana, uma parceria que pode render frutos no futuro.
 
A emissora carioca teve papel fundamental na reconstrução do esporte, mas o torneio deixou de evoluir. Estava mesmo na hora de acabar com a dependência. A primeira medida anunciada foi a mudança no sistema de disputa da final. Se, antes, a Globo exigia apenas uma partida, para adequar a decisão à sua grade de programação, numa manhã de sábado qualquer, agora o título será decidido em três jogos, contemplando as cidades das duas equipes, que apoiaram os times durante todo o campeonato. Ainda é diferente do resto do mata-mata, em série melhor de cinco, mas já é um passo para voltar a ter as rédeas do torneio.
 
O interesse da NBA no Brasil também é mercadológico. Muitas pesquisas indicam que o brasileiro é apaixonado pelo basquete e, portanto, muito propenso a consumir os produtos relacionados ao esporte. Não é a toa que o País é o quinto maior comprador do League Pass, um serviço por assinatura de transmissão da NBA, em que é possível ver os jogos pela internet.
 
Se a papelada entre as duas ligas ainda não foi assinada oficialmente, a tutoria já começou informalmente. No lançamento do NBB, ficou certo que a competição terá quatro transmissões ao vivo durante a semana, duas na TV fechada (Sportv), às terças e sextas, e duas na internet, às quartas e quintas, num primeiro passo para se chegar aos moldes do League Pass.
 
Com a competição mais bem organizada, o produto basquete fica melhor e mais atrativo para os torcedores consumidores. E onde há interesse, há dinheiro para gastar. A NBA entende que quanto mais forte a modalidade estiver em cada mercado consumidor, maior será a chance de faturar com merchandising e licenciamento. Daí o respaldo. Mas, pelo menos, essa é uma parceria em que as duas partes tendem a lucrar.
 
O NBB, administrado fora do ambiente da CBB, mostra que a profissionalização é possível para o crescimento do esporte. Uma pena que outras competições de diferentes modalidades, incluindo o futebol, mantenham suas dependências com as confederações e a Globo, que visam só os seus próprios lucros.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 70
2 São Paulo 66
3 Corinthians 63
4 Atlético-MG 61
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