JULIANNE CERASOLI

Na hora certa


07/11/2014 - 20h52 - Atualizado em 07/11/2014 - 20h53 |

O cenário não parecia ser dos mais convidativos: o nome de Felipe Nasr era simplesmente ignorado quando se falava sobre a próxima temporada e o número de vagas disponíveis parecia ter diminuído vertiginosamente com as dificuldades financeiras dos times do fundo do pelotão. Até que, como num passe de mágica, o piloto foi anunciado como titular na Sauber.
 

Fora Marussia e Caterham, o time suíço é aquele com a situação mais delicada no grid no momento e, sabe-se, buscava pilotos que traziam uma boa soma em dinheiro. Isso explicava a opção por Marcus Ericsson, que não mostrou nada dentro da pista nesta sua primeira temporada. A segunda vaga, acreditava-se, ficaria com Giedo van der Garde, piloto que segue na mesma linha. E podem ter certeza, ninguém ficou mais surpreso com a notícia do que o piloto holandês, que chegou a comemorar no twitter a confirmação de Nico Hulkenberg, há algumas semanas, salientando que eles "se encontrariam no grid no próximo ano".
 

Ao que parece, o Banco do Brasil conseguiu aumentar sua proposta, mas seria injusto considerar Nasr um piloto pagante: a situação atual da Fórmula 1 é mais complexa do que isso. O brasileiro começou a carreira nos monopostos na Europa e teve uma caminhada vitoriosa pela Fórmula BMW e pela Fórmula 3 Inglesa, sendo campeão em ambas. Depois, demorou para engrenar na GP2 por uma série de motivos, mas é reconhecido como um piloto que cuida bem dos pneus, característica importante para a Fórmula 1, e sempre demonstrou evolução, ocupando, com uma etapa para o final desta temporada, o segundo lugar. Nos últimos anos, por vezes pecou por ser cuidadoso demais ainda que, nesta temporada, chegou a mostrar momentos de afobação. Porém, se não é daqueles tidos no paddock como um óbvio campeão do futuro pelo que fez até agora, tem sua parcela de respeito, aumentada pela experiência de 2014 como piloto de testes da Williams.
 

O acerto com a Sauber tem dois lados. A pouca experiência da dupla de pilotos e a situação muito complicada da equipe, que ainda não pontuou neste ano, farão com que especialmente os primeiros GPs sejam bastante complicados. Por outro, a comparação com um companheiro fraco pode fazer com que Nasr apareça bem na foto, ganhando confiança para iniciar sua carreira com o pé direito.
 

Pode não ser o início dos sonhos para um piloto que teve todo o caminho cuidadosamente estudado pela família, mas é uma vitória considerável em um momento em que tudo indicava que a melhor opção para Nasr seria mais um ano na reserva.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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