RUBENS MORELLI

Tudo poderia ser diferente


21/11/2014 - 05h00 - Atualizado em 20/11/2014 - 20h48 |

A consultora Nielsen Sports divulgou nesta semana, no estudo consolidado dos resultados pós-Copa, que para 76,4% dos brasileiros a Copa do Mundo no Brasil deixou algum tipo de legado, sendo o principal deles a interação humana, com 38% das citações. De fato, quem teve a oportunidade de prestigiar alguma partida em qualquer cidade sentiu um clima totalmente diferente do que encontramos habitualmente nos jogos de futebol locais. Adversários se abraçando e registrando fotos, numa amistosidade de dar inveja à Suécia.
 
No entanto, a Copa acabou e o exemplo a ser seguido foi esquecido imediatamente, infelizmente para todos nós que gostamos do futebol. Os brigões estão atormentado todos de novo, as mortes continuam acontecendo e os dirigentes seguem alimentando as picuinhas. E, ao que parece, elas são cada vez piores. A final da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, que tinha tudo para ser uma grande festa mineira, já está manchada pelas ações dos dirigentes de Atlético e Cruzeiro.
 
Primeiro, o alvinegro Alexandre Kalil decidiu mandar a partida de ida da final no estádio Independência, mesmo contra a vontade de jogadores e do técnico Levir Culpi, que preferiam o Mineirão, palco de Copa do Mundo e de duas vitórias épicas do Galo sobre Corinthians e Flamengo, ambas por 4 a 1, nas rodadas anteriores. Sem condições de respeitar a cota de 10% dos ingressos para o adversário, o Atlético sugeriu oferecer apenas 8% e ter também o mesmo percentual no segundo jogo, este sim no Mineirão, semana que vem.
 
O presidente celeste, Gilvan de Pinho Tavares, criticou a atitude atleticana, abrindo mão da presença de sua torcida no Independência. Agora, oferece os 8% da cota aos adversários, com o preço unitário do ingresso a R$ 1.000. Não precisa ser gênio da matemática para perceber que o valor está
superinflacionado. Nem detetive para notar a vingancinha de um a outro. E a CBF nem aí. 
 
Eu estive em Belo Horizonte, no último fim de semana, e pude perceber, nas ruas da cidade, a alegria de cruzeirenses e atleticanos pelas excelentes campanhas das equipes no Brasileirão e na Copa do Brasil. No Mercado Central, vi incontáveis camisetas azuis e alvinegras dividindo o espaço entre as bancas, sem qualquer desrespeito de parte a parte, como se estivéssemos na entrada do Mineirão em dia de Copa do Mundo. 
 
Por que não temos a mesma interação humana, citada como o maior legado do Mundial, em dias de jogos de nossos campeonatos locais? Por causa dessas malditas picuinhas de dirigentes, que alimentam o ódio em vez do amor. Que saudades da Copa!






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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