CARLO CARCANI

Santos, o melhor dos piores


08/12/2014 - 21h05 - Atualizado em 08/12/2014 - 21h06 | Carlo Carcani
carlo@rac.com.br

O último gol do Brasileirão de 2014 foi do Santos. Marcado por Thiago Ribeiro aos 49’ do segundo tempo do jogo contra o Vitória, em Salvador, o gol foi comemorado para valer mesmo em São Paulo, onde a torcida do Palmeiras aguardava, ansiosa, pelo final da partida do Peixe. Se o Vitória marcasse um gol, o Verdão seria rebaixado pela terceira vez à Série B. O gol, portanto, entrará para a história do campeonato como aquele que trouxe alívio aos palmeirenses.
 
Mas e para o Santos, o que ele representa? Será que promover uma grade reformulação será obrigação apenas do time que escapou da degola na última rodada? Ou será que o Peixe também terá que trabalhar muito para ter uma temporada diferente em 2015?
 
O gol de Thiago Ribeiro garantiu ao Santos seu 15º triunfo no Brasileirão. As 15 vitórias têm algo em comum: todas elas foram diantes de equipes que fizeram campanhas muito ruins, ruins ou medianas. E isso é um claro sinal de que o Santos precisa repensar seu time.
 
O Peixe fechou o campeonato em 9º lugar. Dos 16 jogos que disputou com os oitos times que terminaram a sua frente, foi capaz de vencer apenas um (o Atlético Paranaense, 8º colocado). No mais, suas vitórias foram contra os times que terminaram entre 10º e 20º lugar.
 
Contra os seis primeiros colocados (Cruzeiro, São Paulo, Internacional, Corinthians, Atlético Mineiro e Fluminense), o Santos não conseguiu nem mesmo um empatezinho em casa. Foram 12 derrotas nos 12 confrontos com as equipes que brigaram pelo título e pelas vagas na Libertadores.
 
Os números não deixam dúvidas: o Santos disputou o Brasileirão com uma equipe mediana, que não teve que se preocupar com rebaixamento porque foi capaz de vencer times como Figueirense (duas vezes), Bahia (2), Criciúma, Palmeiras (2), Chapecoense, Atlético-PR, Vitória (2), Coritiba, Goiás, Flamengo e Botafogo.
 
Contra as equipes mais fortes, com as quais, teoricamente, o Santos deveria competir, o desempenho foi desastroso.
 
Ao contrário do Palmeiras, que montou um elenco muito fraco, o Santos tem mais jogadores de qualidade. Jogadores que, nesse Brasileirão, fizeram o mínimo que se esperava deles. A nova diretoria terá de buscar alguns reforços, mas também terá de descobrir por que um time com Edu Dracena, Arouca, Gabriel, Lucas Lima, Thiago Ribeiro, Robinho e outros (isso sem falar no centroavante de R$ 42 milhões) fez o suficiente para ser apenas o melhor dos piores.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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