CARLO CARCANI

A segunda chance de Paulo Nobre


10/12/2014 - 14h00 - Atualizado em 09/12/2014 - 22h26 | Carlo Carcani
carlo@rac.com.br

No ano em que comemorou seu centenário, o Palmeiras teve um desempenho decepcionante. O início até foi promissor, com o terceiro lugar no Paulistão. Desde o título de 2008, essa foi a melhor posição obtida pelo clube no Estadual, igualando as campanhas de 2009 e 2011.
 
Mas o que veio depois foi um desastre. Com apenas 18 pontos no primeiro turno do Brasileirão, o clube foi aterrorizado pela ameaça de rebaixamento.
 
Na base do desespero, o presidente Paulo Nobre foi trocando de técnico na esperança de que algum deles conseguisse tirar algo mais do elenco muito mal montado por José Carlos Brunoro.
 
A campanha no segundo turno também foi ruim (apenas 22 pontos), mas, mesmo assim, deu para escapar. Pela primeira vez desde 2006 (quando a Série A passou a ser disputada por 20 times) um time que fez apenas 40 pontos conseguiu escapar da segundona. O Coritiba caiu em 2009 com 45. Vários times sucumbiram com 44.
 
Mas o Palmeiras escapou com 40. Deu sorte. Também foi o primeiro clube na era dos pontos corridos a ter a pior defesa do campeonato e, ainda assim, permanecer na elite. Deu muita sorte.
 
Apesar de tudo isso, Paulo Nobre foi reeleito, até com certa tranquilidade. Minha leitura para essa aparente contradição é que torcedores e sócios do Palmeiras detectaram algumas virtudes na gestão do presidente.
 
Os erros de Nobre são visíveis. O time fraquíssimo e a campanha pífia não deixam dúvidas que o presidente falhou na montagem do elenco e na escolha da comissão técnica e do gerente de futebol. Brunoro foi genial com o dinheiro abundante da Parmalat, mas foi péssimo com um orçamento semelhante ao dos concorrentes.
 
Mas Nobre tem suas virtudes. O Palmeiras não antecipou cota de TV, como quase todos os clubes fazem no Brasil. Terá, portanto, seu orçamento completo em 2015.
Outros clubes vão tentar pegar o dinheiro ao qual teriam direito apenas em 2016.
 
Isso é uma enorme irresponsabilidade administrativa. Outra prática comum que Nobre cortou no Palestra Itália foi o apoio financeiro e logístico às torcidas organizadas. Nesse caso, teve a companhia do Cruzeiro.
 
Essas duas atitudes sinalizam que Paulo Nobre ainda pode ser um grande presidente para o Palmeiras. Ao escapar de um desastroso rebaixamento, ele tem a chance de percorrer novo caminho no futebol.
 
Começou bem demitindo Brunoro e Dorival Júnior, que ganhou apenas um ponto nas últimas seis rodadas. Também vai acertar se contratar Alexandre Mattos, diretor de futebol do Cruzeiro desde 2012. Se for capaz de enxergar que a sorte não lhe será tão companheira outra vez e que precisa qualificar o elenco com jogadores de alto nível, Paulo Nobre poderá terminar seu segundo mandato em alta.
 
Hoje, apesar da boa performance nas urnas e das boas intenções, todos ainda desconfiam de sua capacidade. A segunda chance de Paulo Nobre começa agora.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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