CARLO CARCANI

Duas aberrações do futebol brasileiro


14/12/2014 - 10h00 - Atualizado em 13/12/2014 - 20h40 | Carlo Carcani
carlo@rac.com.br

Se um dia a CBF vier a se preocupar com a qualidade das competições que “organiza”, terá então que mexer em dois pontos que prejudicaram demais a imagem do futebol brasileiro.
 
O primeiro é a constante presença do SJTD nas tabelas de classificação. É inadmissível que, com tanta frequência, o tribunal entre em ação para tirar pontos desse ou daquele time em virtude da escalação de atletas sem condições de jogo.
 
É uma vergonha que no Campeonato Brasileiro não exista um mecanismo eficiente para impedir que um jogador suspenso dispute uma partida. Isso deveria ser impossível. Mas nem mesmo depois do escandaloso caso Héverton a CBF fez alguma coisa para resolver o problema.
 
O sistema de inscrição de atletas também é ridículo. Um jogador é registrado na CBF, tem seu nome publicado no BID e, de repente, alguém descobre que ele jogou não sei quantas vezes não sei onde e pronto: menos 3, 6, 12, 21 pontos na tabela...
 
Da mesma forma que o caso da Portuguesa em 2013 mexeu no descenso determinado pelos resultados de campo, o América-MG deixou de subir em 2014.
 
Não se trata aqui de defender a utilização de um jogador em condição irregular. A questão é que a CBF, antes de inscrever o atleta, deveria ter a obrigação de constatar se ele pode jogar ou não.
 
Essa falta de clareza arrebenta com a credibilidade do campeonato. A Ponte Preta, por exemplo, optou por não utilizar dois jogadores que contratou no segundo semestre porque o STJD se recusou a confirmar que a situação de ambos não poderia vir a ser contestada. É um desserviço.
 
E, no pior dos casos, o Corinthians também escalou o meia Petros com problemas na sua documentação. Mas daí o STJD colocou a culpa na Federação Paulista. Para o América, o rigor da lei. Para o Corinthians, uma interpretação diferente e amiga.
 
Outra coisa que precisa acabar logo é essa história de clubes venderem seus mandos para empresários que organizam partidas em estádios da Copa de Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília. Essa manobra adotada por alguns clubes em busca de mais dinheiro provoca distorções na regra básica de um campeonato por pontos corridos, que é a de que todos os times disputam o mesmo número de jogos em casa e fora.
 
Mas quando um time médio leva seu jogo contra um grande para outro centro, ele dá a seu adversário uma vantagem sobre todos os outros, que jogaram no lugar certo. Na prática, é uma inversão de mando que a CBF jamais deveria permitir. Mas quem se importa?






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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