JULIANNE CERASOLI

Lavada inesperada


06/12/2014 - 15h00 - Atualizado em 05/12/2014 - 22h56 | Julianne Cerasoli
faleconosco@rac.com.br

Os placares da temporada apontam 16 a 3 em classificações, 15 a 1 em corridas, 161 a 55 em pontos. O resultado em si não chega a surpreender, mas ninguém imaginava que Fernando Alonso passaria por cima de Kimi Raikkonen da forma como o espanhol fez neste ano na Ferrari. O inverso também é verdadeiro: vindo de dois anos competitivos na Lotus, o finlandês foi uma sombra de si mesmo por todo o ano, levando, em média, mais de meio segundo em classificação e 33s por corrida.
 
Os problemas do campeão de 2007 para se sentir à vontade com o carro foram bem documentados durante toda a temporada. Precisando ter a frente mais pregada para ter confiança em atacar as curvas, o finlandês simplesmente não teve armas para domar o difícil carro da Ferrari que, convenhamos, não ajudou nenhum dos dois ao longo do ano.
 
Essa dificuldade de adaptação não deveria ser surpresa para quem conhece a carreira de Kimi. O estilo particular (e limitado) do finlandês fez com que a McLaren desenvolvesse uma suspensão diferente para ele em relação ao companheiro Montoya em 2005 e fez com que sua performance despencasse em meados de 2008 após uma evolução na suspensão da Ferrari que não o agradou.
 
Outro fator com o qual o finlandês não conseguiu se adaptar foram os pneus mais duros distribuídos pela Pirelli a partir do GP da Hungria de 2013 — algo que, inclusive, ouvi do próprio piloto e, numericamente, faz sentido: depois de bater Raikkonen em classificação em apenas três oportunidades em 25 GPs entre 2012 e o começo de 2013, Grosjean foi melhor em quatro das últimas seis provas daquela temporada. E os pneus ficaram ainda mais duros neste ano, em que o finlandês levou 16 a 3 de Alonso. Mas há esperança em 2015, quando a Ferrari terá o primeiro projeto comandando pelo ex-Lotus James Allison e todas as demandas do finlandês em relação ao carro forem atendidas.
 
Mas só falar das dificuldades de Raikkonen desmerece seu companheiro. A capacidade de Alonso maximizar resultados ficou menos clara em meio às deficiências especialmente da unidade de potência ferrarista, que dificultava a defesa de posição, mas, em termos de pilotagem, esse talvez tenha sido seu melhor ano, terminando no top 5 oito vezes e cometendo pouquíssimos erros com um carro muito complicado. Uma pena que a reprovação de muitos ao fator extra-pista do espanhol — como seu envolvimento em polêmicas e tendência em aparentar ganhar sozinho e perder junto da equipe — atrapalhe a apreciação ao nível que ele vem atingindo temporada após temporada.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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