JULIANNE CERASOLI

Os desafiantes


13/12/2014 - 15h00 - Atualizado em 12/12/2014 - 23h29 | Julianne Cerasoli
faleconosco@rac.com.br

O time pode amargar duas temporadas sem vencer e ter terminado apenas em quinto no campeonato, por vezes até lutando para entrar no top 10 em classificação. Mas não é exagero dizer que a McLaren ocupa, hoje, o papel que foi da Mercedes há dois anos: de melhor aposta para o futuro. Mas o prazo para esse futuro é mais difícil de precisar do que no caso dos alemães.
 
Isso porque não há uma grande mudança de regulamento à vista. Ainda que a equipe esteja se fortalecendo de maneira inteligente, precisa descontar uma desvantagem considerável — ao mesmo tempo em que Mercedes e companhia também evoluem.
 
A busca por tirar o prejuízo atinge todas as áreas: os projetos de Tim Goss não convenciam há algum tempo, e em 2015 veremos o primeiro carro de Peter Prodromou, discípulo de Adrian Newey. E, em termos de desenvolvimento, pela primeira vez em algum tempo, a habilidade da equipe em melhorar ao longo do ano foi vista em 2014.
 
A nova McLaren também busca retomar as vantagens de funcionar como uma equipe de fábrica, agora para a Honda. Apesar dos riscos de estrear uma tecnologia tão complexa com um ano de atraso em relação às outras montadoras, pelo menos os ingleses e os japoneses poderão ter a troca de informações irrestrita que funcionou bem na Mercedes.
 
Economicamente, a equipe também vai bem, sendo a que obteve o maior lucro em 2014 — na casa dos 40 milhões de dólares — muito em função de um novo acordo unilateral com Bernie Ecclestone, nos moldes da Ferrari. E Eric Boullier é um chefe experiente no meio automobilístico, sabe o que está enfrentando.
 
Certamente foi esse conjunto de fatores que atraiu Fernando Alonso — e não um retorno à companhia de seu desafeto Ron Dennis. Uma manobra de risco? Sim. Mas depois de esperar (sem grandes frutos) a Ferrari descontar a distância aberta com a mudança de regras de 2009 e depositar suas fichas que uma F-1 menos influenciada pela aerodinâmica pudesse representar o pulo do gato para os italianos, até penar com o projeto verde da McLaren-Honda e trabalhar com o desafeto virou uma opção atraente. Para ambos os lados.
 
E parece que a opção por Jenson Button como seu companheiro é sua primeira vitória interna. Ruim para a McLaren, que atesta a falha em seu programa de desenvolvimento ao dispensar Magnussen após apenas uma temporada — em que, de fato, o dinamarquês aparentou estar verde. Bom para Alonso. Afinal, não haverá motivos para as queixas sobre ter de trabalhar sozinho com o acerto ou o desenvolvimento do carro nesse “segundo mandato.”






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