RUBENS MORELLI

Onde (quase) tudo é aceitável


04/12/2014 - 22h40 - Atualizado em 04/12/2014 - 22h41 | Rubens Morelli
rubens.morelli@rac.com.br

O interminável Campeonato Brasileiro de 2014 finalmente vai acabar. Um torneio em que 99,9% dos torcedores sabiam há meses que o Cruzeiro seria campeão, dada a disparidade técnica da equipe celeste para as demais. Até os classificados para a Libertadores, o que poderia garantir alguma emoção para a rodada derradeira, já estão definidos.
 
Resta, então, acompanhar a briga contra o rebaixamento. Mas, com ela, vem o famoso papo da mala branca, enaltecendo o que há de pior no mundo do futebol. Na última semana, o goleiro palmeirense Fernando Prass, que neste ano está envolvido diretamente na luta pela permanência na elite, foi julgado por ter dito que já tinha recebido incentivos de outro clube e absolvido por tudo não ter passado de um mal-entendido entre entrevistadores e entrevistado.
 
Na quarta-feira, o zagueiro David Braz, do Santos, disse que aceitaria dinheiro de outro clube numa boa para correr mais em campo em busca da vitória. O Peixe é o adversário do Vitória e pode decretar o rebaixamento do clube baiano. Mas a pergunta que fica é: por que um jogador de qualquer clube tem de receber dinheiro por fora para correr mais em busca da vitória se ele é contratado por um clube justamente para buscar as vitórias em todos os jogos? Seria como um político receber dinheiro de uma empreiteira para aprovar tal projeto em discussão nos poderes públicos. E isso tem nome.
 
Mas vivemos no Brasil, onde essas práticas são comuns e aceitáveis, infelizmente, mesmo que os envolvidos recebam bons salários de seus patrões, diferente da maioria de nós, que batalhamos todos os dias para colocar comida na mesa enquanto nos distraímos com essa coisa chamada futebol.
 
Por falar em coisas erradas, e em como elas são aceitáveis na nossa sociedade, ouvi, depois do sorteio da Libertadores de 2015, que aconteceu nesta semana, que o São Paulo deveria escalar o meia Paulo Henrique Ganso, suspenso da última rodada do Brasileirão, contra o Sport, dependendo dos resultados de Internacional e Corinthians, que jogam sábado contra Figueirense e Criciúma, respectivamente. Assim, o Tricolor receberia uma punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de alguns pontos, como aconteceu com a Portuguesa no caso Héverton, no ano passado, e escaparia do grupo da morte na competição continental, deixando a posição de Brasil 3 no sorteio da Libertadores, reservada ao vice-campeão do Brasileirão, para assumir o Brasil 4, num grupo teoricamente mais fraco. Pelo visto, isso seria aceitável por aqui.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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