ZEZA AMARAL

Desculpa esfarrapada


01/12/2014 - 20h16 - Atualizado em 01/12/2014 - 20h17 | Zeza Amaral
zeza@rac.com.br

Não é caso de se lamentar um sonho perdido. Mais um. Faz parte da vida sonhar ou se lamentar. Ou ficar feliz. E faz parte da vida ganhar, empatar ou perder. Futebol depende dos deuses do estádios. São eles que determinam o que devemos gozar ou sofrer. E o que há de mais lindo é que gozamos antes a vitória que não virá; ou que sofreremos a derrota que não acontecerá.

Os meninos ponte-pretanos fizeram o que foi possível: ganhar o acesso para a série A do Brasileirão. Foram para isso que treinaram e cumpriram o combinado. E ganhar uma taça de série b não estava nos planos de ninguém. E nem o Brasil é mais o país do futebol e tampouco o que se vê em campos europeus é algo parecido com o futebol de Puskas, Leônidas da Silva, Backenbauer, Ademir da Guia, Pelé, Garrincha, Didi... Dicá, Pitico, Bruninho, Oscar, Polozzi, Carlos, e lá vai toda a escalação do esquadrão do meu time, visto que aqui eu não pipoco a minha paixão.

Futebol pertence aos deuses dos estádios e também dos apitos. Reclamar das regras previamente estabelecidas é covardia de quem reclama da chuva que não cai ou, melhor dizendo, da que demora tanto pra cair. E não existe “se” no futebol; e tampouco na vida. Ou se ganha, ou se perde, ou se empata. Simples assim.

O jogo da paixão é como um aperto de mão. E nada mais sofrido que dar um fraterno abraço no adversário vencedor. Parece fácil disputar uma partida de taça e ter de controlar os nervos e, principalmente, a bola. A Terra é uma bola que gira em volta da bola que é o Sol; a Lua gira em volta da Terra; e tudo sempre gira em volta de alguma coisa e sabe-se lá por que tudo tem que ser um objeto redondo. E a bola chegou redonda para o Adrianinho e ele a considerou quadrada, tentando fazer a quadratura do círculo. E a bola quicou em um dos quatro vértices, escapuliu e danou-se pelas terras do “se”, onde habitam apenas os grandes centroavantes de várzea, de boteco e azares da vida que, unânimes, bateriam de prima. Nada mais difícil do que a chamada vida fácil, sentenciou Jorge Amado. E a bola fácil ficou difícil. Assim é cada segundo da vida do boleiro e torcedor. São eles os gomos da mesma bola que faz a curva inimaginável e entra no ângulo da trave; ou da mesma que o centroavante chuta, da pequena área, no pau de escanteio.

Valeu, Ponte Preta, o acesso com calma de captocril. E ser campeão de segunda divisão é a mesma coisa que ser vice-campeão de primeira. Não vale nada. A não ser servir de desculpa para tomar umas e outras a mais. E a bola rola e a Terra segue seu curso. É isso. Uma desculpa esfarrapada.

Bom dia.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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