ZEZA AMARAL

O resto e a Ponte Preta


09/12/2014 - 22h13 - Atualizado em 09/12/2014 - 22h15 | Zeza Amaral
zeza@rac.com.br

Acabou-se o que era doce. Chegaram ao fim os campeonatos brasileiros de todo abecedário do anástico critério da Confederação Brasileira de Futebol. Séries A, B, C, D e tantas outras letras que inventarem não irão tirar o mérito dos chamados pequenos clubes brasileiros, que ficam com as migalhas dos patrocínios e da televisão.
 
Cria-se uma Liga Independente de Futebol dos chamados pequenos clubes e que os grandes clubes disputem entre si um outro campeonato, que, no máximo, durará três meses. Farão o que no resto ano?
 
Cerca de 3 bilhões de reais devem os grandes clubes ao fisco e à justiça trabalhista. Uma dívida provocada por cartolas que transformam seus clubes em uma empresa particular para se incensarem perante uma torcida ou simplesmente para lavar dinheiro sujo. É um escárnio, pois nenhum presidente de clube de futebol é indiciado por má administração ou gestão temerária como reza a lei das sociedades anônimas.
 
Meninos assalariados do Atlético Paranaense deram uma canseira no milionário time do Palmeiras e eis aí a prova que grandes salários não resolvem a falta de competitividade deste ou daquele time. Damião, Pato, Ganso e toda a fauna das celebridades do futebol são bons e reais exemplos de clubes mal administrados por cartolas que se curvam diante de empresários com as suas espinhas de dobradiças.
 
O futebol brasileiro é paupérrimo: apenas 1% dos jogadores profissionais ganha mais de dez salários-mínimos por mês. A folha salarial da maioria dos clubes brasileiros que disputam a Série A equivale ao salário somado de dois ou três jogadores afamados de grandes clubes paulistas, mineiros e gaúchos. E nem vou perder o meu tempo em pesquisar quantos jogadores afamados vieram de pequenos clubes do interior do Brasil — a maioria, é claro.
 
Fala-se muito que a Ponte Preta não tem um título de expressão para bordar na camisa. E muitos idiotas acham que ganhar uma competição menor os daria um alívio de nanicos por certo. É um jogo desleal, o futebol. Poucos ganham milhões e muitos ficam com as migalhas — embora sejam os times pequenos que fazem a fartura de títulos e a fatura dos grandes clubes.
 
A Ponte Preta voltou à Série A e isso não é nenhuma grande conquista. É apenas o mais do mesmo. Aliás, a Ponte Preta será campeã, mais uma vez, do meu coração. E é isso o que importa.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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