ZEZA AMARAL

O futebol das mulheres


15/12/2014 - 22h40 - Atualizado em 15/12/2014 - 22h41 | Zeza Amaral
zeza@rac.com.br

Assisti ao jogo Brasil e Estados Unidos, fundamental para classificar uma das equipes à decisão do Torneio Internacional de Futebol Feminino, em partida realizada no Estádio do saudoso Mané Garrincha, em Brasília. Ganhamos.
 
Vivemos de memória no futebol brasileiro. Somos pentacampeões do museu da bola. Não somos mais nada. E ainda os sete a um que levamos da Alemanha ressoam nos ouvidos na alma da pátria que alguém disse que calçava chuteiras. Chuteiras calçam os boleiros; torcedor calça mesmo sandálias e leva sete a um no lombo pátrio. Um lazarento disse que o Brasil já esqueceu os sete a um da Copa do Mundo, assim como alguém diz que hoje é segunda-feira.
 
Vivo o futebol pelo prazer do bom jogo jogado, mesmo que o meu time perca. E nisso sou bem escolado, amante que sou da majestosa Ponte Preta. Somos campeões do Tudo e do Nada; somos campeões eternos de Cronos; somos o Nada diante da soberba de tantos que se acham os melhores, os reis da cocada preta. E isso também não significa nada quando se tem o Tempo todo para comprovar a sua labuta de apenas entrar em campo para alegrar nossos olhos alvinegros. Não buscamos a efemeridade de uma tosca conquista, mas, a perenidade de uma partida; jovens amantes pontepretanos querem uma conquista; e os velhos amantes desejam apenas levar a Nega Veia para passear em tardes inesquecíveis...
 
E a mais recente tarde que jamais esquecerei foi a vitória das mulheres da Seleção Brasileira contra os Estados Unidos, atualmente o melhor do planeta. Em oito minutos, as americanas já estavam vencendo por dois a zero e, ao fim e ao cabo, perderam de virada (3 a 2), o que levou a Seleção Brasileira à classificação antecipada do torneio.
 
Já comentei aqui muitas vezes que Osvaldo de Oliveira, o Vadão, é o melhor treinador de futebol do Brasil. E ele deu demonstração de competência quando acalmou as suas jogadoras diante de uma possível goleada (alguém aí se lembrou dos sete a um da Alemanha?), adiantou a defesa para proteger o meio de campo e... as mulheres viraram o jogo com três gols da martíssima Pelé, ou da pelesista Marta, com uma garra que os torcedores não viam há muito tempo.
 
Jornais quase nenhum do Brasil estão interessados no futebol das mulheres. As ditas mídias publicitárias têm seus interesses centrados em eventos de seus clientes e aí erram por leitura analfabeta midiática, ou por incompetência de seus diretores de média ou por covardia publicitária das empresas que buscam representar. Ou seja: Felipão e todos os jogadores da Seleção que levaram os sete a um da Alemanha deveriam ser brindados com o tape das Mulheres do Brasil que ganharam, de virada, das norte-americanas. Futebol não tem sexo. Tem é vergonha na cara. E competência, é claro.






Pos Time PG
1 Cruzeiro 80
2 São Paulo 70
3 Internacional 69
4 Corinthians 69
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