Mano só falará sobre futuro após o jogo de sábado


O Corinthians disputa o terceiro lugar do Campeonato Brasileiro com o Internacional no sábado


05/12/2014 - 12h45 - Atualizado em 06/12/2014 - 20h12 | Agência Estado
faleconosco@rac.com.br



Foto: Agência Corinthians
Desde da saída do atacante Alexandre Pato, Mano Menezes cobra a diretoria do clube para ter mais opções no ataque
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O técnico Mano Menezes afirmou que só falará abertamente sobre sua permanência ou não no Corinthians após o jogo deste sábado, contra o Criciúma, no Itaquerão. Seu contrato termina em dezembro, mas dificilmente será renovado. O Corinthians já estaria inclusive negociando com outros nomes - Tite é o preferido, seguido por Oswaldo de Oliveira. "O mais importante nesse momento é o jogo. Podemos acrescentar algo para nossa campanha, então é melhor fazer um balanço após a partida", afirmou o comandante, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, no CT Joaquim Grava.

O Corinthians disputa o terceiro lugar do Campeonato Brasileiro com o Internacional, que colocaria a equipe na fase de grupos da Libertadores, sem a necessidade da disputa da fase preliminar. Para isso, o Corinthians precisa vencer o Criciúma, já rebaixado em casa, e torcer para que o Internacional não vença o Figueirense, em Florianópolis. "É um jogo decisivo. Terminar em terceiro ou quarto lugar influencia diretamente a maneira como vamos disputar a Copa Libertadores no ano que vem", ressaltou Mano nesta sexta.

O técnico também mostrou que está chateado com o que viveu nos últimos meses. Mesmo entre os primeiros, foi praticamente descartado em virtude de briga política interna no Corinthians. A divisão entre Mario Gobbi, atual presidente, e Roberto de Andrade, candidato da situação à presidência, deixou o treinador com quase dois pés fora do clube. "Eu não sabia se aconteceria uma transição. Não penso que o processo como um todo foi mal conduzido oficialmente. Ele foi mal conduzido nos bastidores, na maneira como algumas coisas foram tratadas. Era isso a que eu me referia. Ainda não conseguimos eliminar algumas coisas no futebol: salário atrasado, trairagem e rachão", afirmou.

Embora não tenha falado abertamente sobre o futuro, Mano deixou escapar que as chances de uma reviravolta em sua permanência são mínimas. Ele também comentou as declarações do ex-presidente Andrés Sanchez, que afirmou na última quinta-feira que teria renovado o contrato com Mano três meses atrás, se ainda ocupasse o cargo de principal líder do clube. Sorrindo, aproveitou para ser irônico com Gobbi, que acompanhou a entrevista coletiva. "Eu ia comentar que ficou claro que é o presidente que não quer renovar comigo. Mas, como ele está aqui, não vou fazer isso", sorriu, em tom de brincadeira.

Gobbi afirmou que não faria a escolha sobre o futuro treinador e para isso, está ouvindo os candidatos da situação e da oposição. O Corinthians realiza eleições no mês de fevereiro. Mano também foi evasivo ao falar de prováveis destinos. Internacional e Palmeiras fizeram sondagens para contratá-lo em 2015. "Continuo tratando sondagens dessa forma, como sondagens", disse o treinador, que foi novamente irônico ao dizer: "Não tenho rivais".




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