Dorival Júnior dispara: 'Não sou bombeiro'


Técnico disse que só aceitou assumir o Palmeiras porque havia a promessa de que o trabalho teria continuidade


10/12/2014 - 16h02 - Atualizado em 10/12/2014 - 18h53 | Agência Estado
faleconosco@rac.com.br



Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras
Dorival Júnior comandou nesta terça-feira o último treino antes do jogo com o Cruzeiro
Dorival Júnior assumiu o Palmeiras na zona de rebaixamento e conseguiu escapar da degola, mas ainda assim foi demitido
O técnico Dorival Júnior se sente traído pela direção do Palmeiras depois de ter sido demitido pelo presidente Paulo Nobre na última segunda-feira (8). O treinador, que tinha contrato até o meio do ano que vem, alega que foi contratado para um trabalho de longo e médio prazo e que, só aceitou assumir o clube, em setembro, porque houve a promessa de que teria a oportunidade de dar sequência ao trabalho em 2015 depois de livrar a equipe do rebaixamento.

"Abri mão de vários fatores para que 2015 fosse um ano dentro de uma esquematização, dentro de um trabalho que fosse realmente pensado para que pudéssemos fazer com que o Palmeiras desse um salto de qualidade em um curto espaço", disse o treinador, em entrevista ao SporTV.

De acordo com Dorival, ele só aceitou assumir o Palmeiras na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, substituindo o argentino Gareca, porque havia a promessa de que o trabalho teria continuidade.

"Antes até do meu lado pessoal, penso na entidade que vou estar defendendo. Eu não gostaria de vir para o Palmeiras apenas como um bombeiro para que apagássemos um incêndio. A grande maioria dos meus trabalhos, começando pelo Figueirense em 2003/2004, se tem um ponto positivo, seria a montagem desses grupos", comentou.

O treinador deixou claro que acreditava que ficaria no ano que vem e foi surpreendido com a demissão. "É natural que eu tenha me preparado não só para um final de ano complicado e difícil, mas acima de tudo, que também pudesse participar de uma situação em 2015, mesmo entendendo todas nuances que acontecem na vida profissional de um treinador."

Falando sobre o Campeonato Brasileiro, culpou a ausência de Valdivia na maior parte da reta final como fator determinante para que o clube chegasse à última rodada ameaçado pelo rebaixamento. "Em determinado momento nós tivemos uma caída, realmente brusca, coincidindo com a saída do Valdivia, aquela última saída para a seleção chilena, e a volta lesionado. Foi um prejuízo muito grande."




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