Oswaldo de Oliveira deve treinar o Palmeiras


Técnico já acertou salário com o Verdão, faltando definir valores de premiação em caso de conquista de título


13/12/2014 - 20h58 - Atualizado em 13/12/2014 - 20h59 | Agência Estado
faleconosco@rac.com.br



Foto: Cedoc/RAC
Essa será a terceira passagem do treinador pelo Santos
Oswaldo de Oliveira foi o escolhido em uma lista que tinha cinco nomes
As negociações entre Oswaldo de Oliveira e Palmeiras avançaram neste sábado (13) e o técnico pode ser anunciado como substituto de Dorival Júnior até terça-feira (16). O treinador foi o escolhido em uma lista que tinha cinco nomes. O acordo só saiu depois que as partes chegaram a um consenso em relação ao salário.

O presidente Paulo Nobre olhou para a relação custo-benefício. Na última quarta-feira (10), o novo gerente de futebol Cícero Souza teve uma reunião com Oswaldo de Oliveira e ofereceu R$ 250 mil de salário - R$ 50 mil a mais do que recebia Dorival Júnior. O treinador não gostou da primeira proposta e foi necessário que Alexandre Mattos entrasse na negociação. Foi o dirigente, inclusive, quem sugeriu a contratação do ex-técnico do Santos.

Alexandre Mattos está no exterior para acertar algumas negociações do Cruzeiro e, assim que retornar, deve assumir oficialmente o cargo de diretor executivo do Palmeiras. Entretanto, ele já trabalha para o clube alviverde e fez questão de ligar para Oswaldo de Oliveira e subir a proposta para R$ 300 mil, patamar que ganhava Gilson Kleina. No Santos, Oswaldo recebia R$ 400 mil.

O contrato de Oswaldo de Oliveira com o Palmeiras, no entanto, ainda não foi assinado. Isso só deve acontecer nesta terça. Falta, por exemplo, definir alguns valores de premiação em caso de conquista de título.

A LISTA - Assim como aconteceu na contratação do argentino Ricardo Gareca, o Palmeiras escolheu seu novo técnico através de entrevistas com os candidatos ao cargo deixado por Dorival Júnior. Oswaldo de Oliveira era a prioridade. Abel Braga, Mano Menezes, Argel e um outro técnico jovem também eram opções.

Com Abel Braga, o clube não falou de valores. O plano C era Mano Menezes, mas esse nem sequer foi procurado e pouco empolgou por causa do salário. Ele ganhava R$ 640 mil no Corinthians.

Outro nome comentado, mas que mudaria totalmente o perfil de treinador, foi o de Argel. Destaque do Figueirense neste ano, ele tem bastante prestígio e é considerado um dos treinadores mais promissores do mercado por muita gente dentro do clube.

Um quinto nome, que foi tratado em sigilo, aparecia como última opção. Mas Paulo Nobre já avisou que não quer mais fazer grandes apostas ou experiências, como Ricardo Gareca. Ou seja, não irá apostar em técnicos estrangeiros.




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