Ponte Preta adota política de pés no chão


Com recursos bem inferiores aos dos grandes clubes, diretoria da Macaca precisa ter criatividade e eficiência


13/12/2014 - 20h25 - Atualizado em 13/12/2014 - 20h29 | Paulo Santana
santana@rac.com.br



Foto: Elcio Alves/AAN
O novo presidente da Ponte Preta, Vanderlei Pereira, defende um controle rigoroso das finanças do clube
O novo presidente da Ponte Preta, Vanderlei Pereira, defende um controle rigoroso das finanças do clube
Sempre que ocorre algum questionamento a respeito de contratações e investimentos para a formação do elenco que vai disputar a temporada 2015, os dirigentes da Ponte Preta destacam a necessidade de se manter os pés no chão. E não é para menos. A Macaca, que arrecadou cerca de R$ 52 milhões nos últimos cinco anos, sabe que vai encarar uma batalha desleal com gigantes do futebol brasileiro. Isso porque alguns deles receberam até 10 vezes mais só com a cota da televisão nos últimos cinco anos.
 
E é uma situação que se agrava a cada ano com o distanciamento dos valores pagos para cada um. O Corinthians, clube que obtém altos índices de audiência, recebeu R$ 594 milhões. O Flamengo, segundo colocado, ficou com R$ 524 milhões.
 
E assim vai com os outros grandes clubes, com cotas girando em torno de R$ 350 milhões no período de 2010 a 2014. Até alguns times considerados médios levaram muito mais que a Macaca. Vale ressaltar que, neste intervalo de tempo, a Ponte jogou duas temporadas na Série B (2010 e 2014). O Coritiba, que sempre se manteve na elite, teve direito a R$ 140 milhões. O Goiás, que caiu apenas uma vez (2011), faturou R$ 124 milhões.
 
Em relatório feito anualmente desde 2010, profissionais da área de crédito do Banco Itaú BBA apresentam aos torcedores a visão de uma equipe técnica sobre a condição financeira dos principais clubes do País. Na conclusão do estudo, os especialistas repetem a cada ano que “para ser mais competitivo e equilibrado, o futebol brasileiro precisa necessariamente de um maior equilíbrio nas cotas de transmissão pela TV”.
 
Em comparação com o ano atual, a cota de 2015 da Ponte será bem melhor, entre 25 e 30 milhões de reais. Mesmo assim, algo muito distante dos outros concorrentes. “Não dá para comparar nosso orçamento com os dos clubes grandes. Por isso, temos que usar todas as armas que temos, negociar bastante e buscar as melhores opções no mercado”, ressalta, o gerente de futebol da Macaca, Gustavo Bueno.
 
O empresário Vanderlei Pereira, conduzido recentemente à presidência da Ponte, também defende a necessidade de responsabilidade financeira. “Vamos continuar com o rigor que temos e cuidar para que a Ponte mantenha sua postura diante do mercado, governo, fornecedores, jogadores e repartições públicas. Tendo um nome forte e uma postura transparente e correta, consequentemente poderemos montar times fortes e até sermos campeões”, disse.




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