Nunes começa a mostrar seu valor no Guarani


Atacante foi decisivo na primeira vitória do Bugre ao marcar o gol que garantiu o 1 a 0 contra o Monte Azul


02/02/2015 - 22h13 - Atualizado em 02/02/2015 - 22h30 | Carlos Rodrigues
carlos.rodrigues@rac.com.br



Foto: Camila Moreira/AAN
Barbudo, Nunes acha que visual até pode intimidar os zagueiros
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Contratado como esperança de gols do Guarani para 2015, Nunes já começou a justificar as expectativas depositadas nele. Decisivo na vitória do Bugre sobre o Monte Azul na estreia da Série A2, o atacante mostrou que não precisa de muitas chances, nem tanto espaço para definir uma jogada. Mas sabe também que o nível de exigência sobre ele tende a ser cada vez maior. Tranquilo quanto a isso, ele garante que quer melhorar seu nível de aproveitamento e que, com ritmo de jogo, estará ainda melhor para ajudar o time bugrino.
 
Na partida do último sábado (31), o camisa nove teve duas oportunidades. Na primeira, cabeceou à esquerda. Depois, após cruzamento de Watson, se antecipou ao marcador e mandou para a rede. Desempenho satisfatório para o artilheiro? Nem tanto. "Deu para perceber que ainda estou sem ritmo por conta da lesão no tornozelo. Com o tempo e pegando ritmo, a bola que eu errei, não vou errar mais", assegura. "Quando aparece espaço, tenho que aproveitar e fazer o que sei melhor, que são os gols", completa.
 
Nunes sabe que a consagração de um centroavante pode vir em apenas um lance. Por isso, aproveitar ao máximo as chances é essencial. "Nesse jogo, fiz um em duas oportunidades, mas tem dia que não vou ter duas ou três. Tenho que estar afiado e preparado para fazer o gol numa só", explica o atacante, ciente de sua responsabilidade. "Sempre vai haver essa cobrança de marcar os gols e vou me esforçar, mas não vai ser todo jogo. Vou batalhar, mas, se não der, temos outros jogadores para decidir."
 
Poupado da maioria dos jogos-treino por conta da necessidade de se recuperar plenamente de uma cirurgia nos dois tornozelos, o atacante afirma ainda não estar 100%, mas que as limitações não serão um obstáculo durante as partidas. "Fui para o jogo com um pouco de dor e, nesse começo, sempre vai ter esse probleminha, mas nada que vá me tirar", explica. "Em campo, nem penso na lesão. Vou brigar e dividir por todas as bolas. Depois, a gente recupera."

VISUAL
 
Não foi só pela atuação e o gol marcado que Nunes chamou a atenção na estreia. Com uma barba bem maior do que de costume, o atacante chegou a ser comparado pela torcida com o francês Anelka e Jon Jones, lutador do UFC. "De repente dá para intimidar um pouquinho os adversários também", afirma.
 
JUSTIÇA EXIGE EXPLICAÇÕES
 
Guarani e Magnum — empresa parceira do clube e que arrematou o Estádio Brinco de Ouro em leilão cancelado na semana passada — participam nesta terça-feira (3), a partir das 11h30, no Fórum Trabalhista de Campinas, de uma audiência com os juízes das Varas do Trabalho. A intenção da Justiça é saber como o Bugre pretende agir em relação aos débitos trabalhistas, que já giram em torno de R$ 70 milhões. O Ministério Público foi convidado a também participar da reunião.
 
Os magistrados esperam que o clube apresente soluções para as dívidas. No momento, muitas das ações — encabeçadas pela do ex-meia Luiz Fernando — estão reunidas no Núcleo de Processos de Execução sem definição. A Justiça, disposta a encontrar uma forma de não prejudicar os credores, quer um posicionamento do Guarani sobre como vai lidar com a situação.

TERRENO DA BANDEIRANTES
 
Na reunião também será discutido um assunto que veio à tona no fim do ano passado, quando a Justiça determinou que o Guarani e o escritório de advocacia Lemos e Associados devolvessem quase R$ 1,8 milhão referentes à desapropriação de um terreno localizado na Rodovia dos Bandeirantes, ocorrida no fim de 2013, ainda na gestão do ex-presidente Álvaro Negrão.
 
A área pertencia ao clube, mas foi transferida para a Concessionária Rota das Bandeiras por conta da necessidade de utilização de uma área de 25.950 m² para ampliação de uma obra realizada na rodovia.
 
O dinheiro ainda não está à disposição da Justiça e os magistrados desejam que a quantia seja utilizada para o pagamento de débitos trabalhistas.




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