Desacreditado, Nunes conquista torcida do Guarani


Atacante revela que o Bragantino aconselhou o Bugre a não contratá-lo em virtude das contusões


09/02/2015 - 23h16 - Atualizado em 09/02/2015 - 23h21 | Carlos Rodrigues
carlos.rodrigues@rac.com.br



Foto: Camila Moreira/AAN
O atacante Nunes disse que pensou em se aposentar por causa das lesões, mas decidiu usar a adversidade como motivação para fazer a diferença
O atacante Nunes disse que pensou em se aposentar por causa das lesões, mas decidiu usar a adversidade como motivação para fazer a diferença
O bom início de temporada do Guarani, que tem 100% de aproveitamento após três rodadas da Série A2 do Paulista, muito se deve à participação de Nunes. Mas a história poderia não ser bem essa. Diferente da grande fase que vive atualmente, o atacante passou momentos conturbados antes do campeonato começar. Vindo de uma cirurgia nos dois tornozelos da época em que atuou pelo Bragantino, o jogador foi desacreditado por muitos e teve até mesmo sua contratação desaconselhada pelo presidente de seu último clube. Chegou a pensar em aposentadoria, mas resolveu usar a adversidade como motivação para dar a resposta dentro das quatro linhas.
 
As primeiras semanas de Nunes no Bugre foram realmente desafiadoras. Ainda em processo de recuperação, só foi ter o primeiro contato com bola em janeiro. A evolução, no entanto, não aconteceu conforme o esperado e ele teve que ser poupado de praticamente todos os jogos-treino. As incertezas o fizeram questionar o futuro. "De repente passou pela minha cabeça parar de jogar porque veio uma dor insuportável. Se ficasse do jeito que estava, não dava mais, eu não ia aguentar" , revela o jogador.
 
As dúvidas, no entanto, deram lugar ao desejo de mostrar serviço. E foi justamente alguém que pouco esperava de Nunes o responsável por dar a força necessária que o atacante precisava. "Muita gente falou besteira. O presidente do Bragantino (Marquinho Chedid) ligou pro pessoal daqui dizendo que eu estava bichado, não ia ajudar em nada", conta o artilheiro. "Usei isso de motivação para dar a volta por cima e mostrar para todos que falaram besteira que eu estou aí, jogando, fazendo gols e de bem com a vida."
 
Um dos responsáveis pelo momento do atacante é o técnico Marcelo Veiga, que bancou a contratação e confiou em sua recuperação. "Disseram que ele não iria jogar e nós soubemos administrar isso. A gente sabia do que ele poderia representar para o grupo e ele está correspondendo positivamente."

SEQUÊNCIA
 
De bem com a vida, como ele mesmo diz, Nunes está disposto a fazer ainda mais. Os três gols em três jogos e a artilharia momentânea do campeonato estão longe de satisfazerem o centroavante. "Minha motivação aumenta a cada jogo, a cada treino. É gostoso demais vencer, fazer gols e ver a torcida gritando seu nome", afirma. "Só tenho a agradecer, retribuir com gols e, no fim do campeonato, levantando a taça e colocando o Guarani na primeira divisão."
 
FILOSOFIA DE JOGO
 
Os jogadores do Guarani têm na ponta da língua o principal motivo da boa campanha até o momento na Série A2 do Campeonato Paulista. Para os atletas, a postura do Bugre em campo tem feito com que as vitórias sejam construídas.
 
O volante Thiago Carpini explica que o técnico Marcelo Veiga pede intensidade da equipe desde o começo. "Ele quer que joguemos pra frente, agredindo o adversário e buscando sempre o gol, principalmente em casa", conta.
 
E é assim que a equipe quer voltar a jogar no duelo contra a Matonense, quarta-feira (11), no Brinco de Ouro.
 
O atacante Nunes destaca a força do Bugre nessas primeiras rodadas e vê o time com um diferencial. "Trabalhei com o Veiga em outros times e, de todos, esse é o que eu vi jogar mais, tocar bem a bola. Nossa equipe está muito forte. Diziam que o time do Veiga só dava chutão e jogava feio, mas agora estão vendo de uma forma bem diferente", admite o artilheiro. "Temos qualidade, bola no chão e isso faz com que os adversários tenham ainda mais respeito. Precisamos aproveitar isso", completa.
 
INGRESSOS
 
O Guarani deu início à venda de ingressos para o jogo de quarta, contra a Matonense. Serão comercializadas 8.500 entradas, mas, diferente do que aconteceu na última partida, não haverá promoção. Os bugrinos pagarão R$ 20 e a meia-entrada (R$ 10) só está destinada aos que possuem esse direito.

TIME
 
O elenco se reapresentou nesta segunda-feira (9) e Marcelo Veiga comandou um treino em campo reduzido. As principais novidades na equipe de cima foram o zagueiro Cris, que entrou no lugar de Preto Costa, poupado. Quem ganhou espaço foi o meia Fernandinho, que ficou na vaga de Watson.




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