Magnum passa a ser responsável por dívida


Próximo leilão do Brinco terá lance mínimo de R$ 210 milhões; empresa garante que não investe no clube


03/02/2015 - 23h50 - Atualizado em 03/02/2015 - 23h51 | Carlos Rodrigues
carlos.rodrigues@rac.com.br



Foto: Denis Simas/Imprensa TRT-15
A audiência na Justiça do Trabalho contou com a presença do presidente do Guarani, Horley Senna, e o dono da Magnum, Roberto Graziano
A audiência na Justiça do Trabalho contou com a presença do presidente do Guarani, Horley Senna, e o dono da Magnum, Roberto Graziano
A audiência realizada nesta terça-feira (3) envolvendo Guarani, Magnum e Justiça do Trabalho terminou bem pior do que clube e empresa esperavam. As partes não entraram em um acordo com relação aos débitos do Bugre e, por isso, foi determinado um novo leilão do Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Além disso, a Justiça incluiu a Magnum no polo passivo das ações em execução. Ou seja, a empresa passa a também ser responsável pelas dívidas trabalhistas do clube. A diretoria do Guarani disse que não vai se manifestar sobre a reunião.

Segundo o Dr. Carlos Eduardo de Oliveira Dias, juiz da 1ª Vara do Trabalho de Campinas e que também participou da audiência, as soluções oferecidas pelo Guarani não foram capazes de promover uma conciliação. “O clube apresentou uma proposta alternativa, em que estaria representado por empresários dispostos a fazer o trabalho de quitação das dívidas. Foi perguntado quem seriam essas pessoas e não revelaram os nomes. Então, para nós, fica algo abstrato e sem objetividade”, disse o juiz.

A Justiça Trabalhista espera fazer o novo leilão do Brinco de Ouro com urgência. Por isso já encaminhou um pedido à Justiça Federal solicitando que a hasta pública marcada para o mês de maio seja suspensa. A data da penhora não está definida, mas o valor mínimo para arrematação, segundo avaliação, é de R$ 210 milhões. Havia, no entanto, a possibilidade de que alguém desse um lance nesta terça por essa quantia. Presente à audiência, Roberto Graziano, presidente da Magnum, optou por não fazê-lo. Representantes de uma empresa de Jaboticabal, que já se mostraram interessados na área, também estiveram na sede do Fórum, mas não se manifestaram.

Sobre a inclusão da Magnum no polo passivo das ações em execução, Dr. Carlos Eduardo explica que isso foi feito pelo fato da empresa estar associada ao clube, embora ambos neguem isso. “O Guarani disse que não recebe dinheiro da Magnum e a empresa afirmou que não está investindo nada no clube. Mas, apesar das negativas de que não há parceria, identificamos indícios de que há uma associação”, explica o juiz. “Por isso, o grupo foi incluído no polo e passa a responder também pelas dívidas do Guarani”.




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